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DCI – 20/02/2014

SÃO PAULO - Apesar de representarem uma parcela ínfima dos emplacamentos totais, esses veículos têm conquistado clientes com seu apelo sustentável...

Juliana Estigarríbia

SÃO PAULO - Ainda que o primeiro protótipo de um carro elétrico tenha sido feito há mais de 100 anos, apenas recentemente começou a produção em larga escala de alguns modelos movidos a eletricidade. Neste cenário, os híbridos - que combinam motores a combustão e elétricos - têm ganhado mais espaço inclusive no Brasil, principalmente pela economia de combustível e apelo sustentável.

"Há uma forte tendência, no País, de que as vendas de veículos híbridos aumentem muito no futuro", afirmou ao DCI o gerente-geral de marketing da Ford do Brasil, Oswaldo Ramos. O executivo explica que o Fusion Hybrid vendido aqui já está na segunda geração e, somente em janeiro deste ano, vendeu mais do que durante o ano todo de 2013.

"Montamos uma nova estratégia direcionada especificamente à pessoa física, pois vimos um grande potencial de crescimento neste nicho. Agora estamos colhendo os resultados", diz Ramos. As únicas montadoras que comercializam híbridos em larga escala no Brasil, Toyota e Ford, iniciaram sua trajetória neste segmento focando apenas empresas. "Cada vez mais, pessoas físicas estão indo até as concessionárias e optando por um modelo híbrido", destaca o executivo.

O principal apelo de um carro híbrido, além da preocupação com a sustentabilidade, é a economia de combustível, uma vez que este tipo veículo chega a fazer até 20 quilômetros por litro.

Por esse motivo, os emplacamentos, ainda que irrisórios em comparação aos comuns, têm crescido rapidamente. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2012 as vendas totais de elétricos (dos quais cerca de 80% são híbridos) atingiram 115 unidades no País. No ano seguinte, este volume mais do que triplicou.

Ramos afirma que a diferença de preço entre o Fusion Hybrid e a versão topo de linha do modelo a combustão (que custa cerca de R$ 110 mil) caiu para R$ 10 mil, o que tem atraído mais compradores. "O consumidor brasileiro que compra um híbrido quer o máximo de tecnologia embarcada. Além disso, se ele usar muito o carro, em dois anos essa diferença é paga com a economia de combustível", ressalta Ramos.

Assim como o Fusion Hybrid, o Prius, da Toyota, não precisa ser carregado na tomada, modal chamado híbrido convencional. As baterias são reabastecidas através da economia de energia de ações como frenagem, por exemplo. "Nossa aposta para curto e médio prazo, no Brasil, é o híbrido convencional, porque a adaptação é mais fácil, não requer infraestrutura", destaca Ramos. Atualmente, a legislação brasileira não permite a revenda de energia elétrica no País, o que dificultaria a recarga em postos de combustível, por exemplo.

Segundo a Toyota, o Prius não é considerado um modelo de volume. "Devido às altas taxas de tributação no Brasil, negociações com o governo federal estão em andamento para a criação de uma política tributária específica para veículos híbridos e elétricos", afirmou a montadora, em nota.

Um veículo mais "verde" do que o híbrido seria a combinação de motores elétrico e a combustão movido a etanol. "O nível de emissão seria campeão", pondera Ramos. Porém, ele afirma que, para produção em larga escala, seria necessário um aumento significativo da demanda.

"Se a escala aumenta, é possível fazer o investimento", diz o executivo. Sobre incentivos fiscais, ele destaca que a política da Ford de vendas de híbridos independe de benefícios do governo. "Incentivos são sempre bem-vindos, mas o aumento da demanda poderá vir de qualquer forma", ressalta Ramos.

No entanto, os benefícios todos de um carro híbrido são para poucos no Brasil. O preço é praticamente proibitivo para a maior parte da população, ainda mais considerando o fato de que 40 milhões de brasileiros sequer possuem um carro.

Para se ter uma ideia, a Ford vendeu nos EUA cerca de 45 mil unidades do Fusion Hybrid somente no primeiro semestre do ano passado, mais de quatro vezes o volume registrado no mesmo período de 2012. O modelo vendido lá e no Brasil vem do mesmo lugar (México), mas possui um custo bem menor: em torno de US$ 35 mil. Porém, o preço elevado parece não atrapalhar as projeções da Ford para o crescimento deste segmento, no Brasil. Em 2013, as vendas do Hybrid representaram 7% do total comercializado da linha Fusion. Para este ano, a expectativa da montadora é elevar esse mix para 10% do total. "Existe esta demanda no País e só deve crescer", ressalta Ramos.

Baterias

Hoje, as baterias usadas no motor elétrico são mais leves e garantem maior autonomia ao carro, a principal preocupação de quem procura por um elétrico/híbrido. Tanto o Prius quanto o Fusion têm baterias íon-lítio, que pesam cerca de 30% menos do que as de metal-níquel e custam mais barato. Porém, a meta das montadoras ainda é viabilizar um veículo com autonomia de 300 quilômetros, rodagem média de um carro a combustão.

NOTAS - Brasil Economico – 19/02/2014

ALTA VOLTAGEM

A alemã Bosch e as japonesas GS Yuasa e Mitsubishi Corporation criaram uma joint-venture, a Lithium Energy and Power, dedicada ao desenvolvimento de baterias de íons de lítio para elétricos de última geração.

Mercado estratégico como o Brasil merece lobby à altura. Testamos - ainda que rapidamente - pela primeira vez nas Américas o furgão elétrico da Nissan, o e-NV200, ainda como protótipo e antes do lançamento oficial, no próximo Salão de Genebra, no Carnaval. O e-NV200 é o segundo elétrico puro da marca e se destina às cargas urbanas. O modelo tem como virtudes o assoalho plano e baixo na traseira e a profundidade de 2 m de espaço útil. O trem de força é o mesmo do Leaf, apresentado aqui com exclusividade. A vida útil da bateria é de nove anos e as recargas rápidas (80% da carga) podem ser feitas em 30 minutos.

O modelo está sendo testado pela FedEx, a maior empresa de transporte expresso do mundo, com 167 veículos elétricos e 365 híbridos em sua frota. O protótipo que aceleramos deriva de modelo similar com motor a gasolina que já vai ganhando adeptos mundo afora. Derivado do NV200, táxi oficial de Nova Iorque, a versão elétrica consegue aceleração linear, autonomia de entre 130 km e 160 km e recarga regenerativa nas frenagens e desacelerações.

Com 30 milhões de unidades vendidas, o maior sucesso da VW, o Golf, finalmente tem uma versão elétrica. O e-Golf chega ao consumidor idêntico aos demais modelos, pelo menos por fora, e com a diferença de um motor elétrico de 115 cv. O e-Golf cumpre o teste de 0 a 100 km/h em 10,4s. A versão oferece garantia de 160 mil quilômetros ou oito anos de uso para a bateria de íons de lítio e custa € 34.900 (ou US$ 47,840 ).

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Sete milhões de veículos elétricos foram vendidos em todo o mundo no primeiro semestre de 2013.

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