IMPRENSA / ARTIGOS / BICICLETAS ELéTRICAS: OPçãO DE LOCOMOçãO NOS GRANDES CENTROS

FEIRA E CONGRESSO

21 a 23

setembro de 2017
das 12hs às 20hs

EXPO CENTER NORTE SP

PAVILHÃO AMARELO

INSCREVA-SE

* Ricardo Guggisberg

Em tempos em que a mobilidade urbana e a redução de emissões são temas discutidos nas grandes cidades do Brasil e do mundo, inclusive como pontos estratégicos em planos de governo, a bicicleta elétrica ou e-bike, como também é conhecida pelo mundo, se torna uma excelente opção para mitigar os problemas do trânsito, do meio ambiente e, porque não, da saúde da população.

Recém-chegadas ao Brasil, as e-bikes já foram adotadas mundo a fora. Este veículo, por exemplo, é utilizado pelos Correios de Portugal (CTT), como uma aposta ecológica, com 0% de emissão de poluentes e, em paralelo, serve como estratégia para aumentar a eficiência na distribuição das correspondências.

Segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a China produz anualmente cerca de 25 milhões de unidades de bicicletas elétricas, tornando-se uma das principais nações que incorporaram esse estilo de locomoção em seu cotidiano. Hoje, circulam no país mais de 120 milhões de unidades.

Avistar alguém andando por aí com uma magrela elétrica é recorrente em São Paulo. Quem anda pela Avenida Paulista, seja durante a semana ou nos fins de semana, certamente já se deparou com pessoas rumando para seus destinos guiando a sua bicicleta. Inclusive, nos últimos anos, a capital paulista vem aumentando sistematicamente a oferta de ciclovias para comportar essa crescente demanda. O mesmo acontece no Rio de Janeiro, onde a ideia das e-bikes também já pegou.

E existem várias justificativas para que o conceito seja bem aceito pelo restante do Brasil. Especialmente a fuga do trânsito, realidade em praticamente todas as grandes cidades do Brasil e a redução no consumo de combustível, já que as baterias são recarregáveis. Nos principais modelos existentes hoje no mercado, a cada recarga, que é feita com uma tomada convencional e que dura, em média, duas horas e meia, a bicicleta pode desenvolver uma velocidade de até 25 km por hora, com autonomia de até 60km.

E não é exagero dizer que, em um futuro próximo, as pessoas tenham a bicicleta elétrica como uma segunda opção direta de locomoção, substituindo a ideia de se ter um segundo carro.

De acordo com estudo da consultoria Navigant Research, o mercado de bicicletas elétricas no mundo tem perspectiva de crescer 3,1% nos próximos sete anos, e a América Latina é o mercado mais promissor, com previsão de crescimento de 14,1% no mesmo período.

E está muito enganado quem acha que andar de bicicleta elétrica fará de seu dono um sedentário. Isso porque, diferente das motos elétricas, que funcionam como uma moto tradicional, ou seja, o condutor é guiado desde o início da viagem pela propulsão do motor, a bicicleta elétrica, que não possui sistema de tração, necessita que o usuário pedale alguns metros para que o sistema seja acionado.

Diante disso, a e-bike se torna uma opção prática, divertida e eficiente para quem deseja fugir do trânsito, subir ou descer ladeiras e contribuir com o meio ambiente.

Claro que popularizar esse tipo de veículo em um país tão populoso como o Brasil não é das tarefas mais fáceis. Para isso, é necessário criar mecanismos para conscientizar a grande massa sobre a importância de se criar alternativas de transporte que contribuam para a mobilidade nas cidades e ainda que contemplem a necessidade de se reduzir emissões em grandes centros.

Mais do que isso, é preciso mostrar que essas tecnologias já existem, são uma realidade acessível e que não devem ser mais tratadas como protótipos. E eventos como o Salão Latino Americano de Veículos, Componentes e Novas Tecnologias, que acontece em São Paulo, em setembro, são importantes para desmistificar alguns conceitos que emperram o avanço das magrelas elétricas no país.

* Ricardo Guggisberg é diretor do Salão Latino Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias

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Sete milhões de veículos elétricos foram vendidos em todo o mundo no primeiro semestre de 2013.

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