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FEIRA E CONGRESSO

21 a 23

setembro de 2017
das 12hs às 20hs

EXPO CENTER NORTE SP

PAVILHÃO AMARELO

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O advento do carro elétrico e a biotecnologia podem ajudar o Brasil a se inserir com mais força no comércio internacional. O país conta com vocação e vantagens competitivas.

A biotecnologia e a produção de veículos movidos à eletricidade podem dar ao Brasil a oportunidade de se inserir no mercado global de produtos que agregam tecnologia e inovação. De acordo com uma projeção da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, em 2030 haverá 19 milhões de carros elétricos em circulação no planeta. Hoje, o Brasil – sétimo maior produtor  mundial de veículos – não produz carros elétricos e híbridos (com motor elétrico e a combustão). As mais de 2.500 unidades que chegaram ao país até agora são importadas por montadoras como a Toyota, a Nissan e a Ford.

Para se tornar um player global no setor, o mercado brasileiro precisa vencer algumas dificuldades conjunturais e estruturais, como reduzir o custo da mão de obra, resolver gargalos logísticos e rever tanto a alíquota de importação quanto o Imposto sobre Produtos Industrializados.

“O preço final é o principal entrave para a popularização desse tipo de veículo”, diz Ricardo Guggisberg, diretor do Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias. De acordo com o especialista, há um longo processo a ser percorrido até a fabricação local do carro elétrico. “Ele não precisa de carburador, injeção eletrônica, pistão, anel ou biela”, diz Guggisberg. Para evitar o sucateamento dessas indústrias, ele sugere uma transição gradual, que tenha como ponto de partida a fabricação de carros híbridos dotados de dois motores: um elétrico e outro a combustão – uma solução plausível para um país que já fabrica motores híbridos para o segmento de ônibus e caminhões.

 

Biotecnologia

A biotecnologia é mais uma área que pode contribuir para que o Brasil ganhe destaque no comércio internacional. A tecnologia empregada no campo tornou o país um dos maiores produtores e exportadores de alimentos. Além disso, temos capacidade para expandir ainda mais a produção de etanol de primeira geração a partir da cana-de-açúcar. “Esta é uma área em que país é imbatível           “, diz Luiz Antonio Barreto de Castro, presidente da Sociedade Brasileira de Biotecnologia. Ele ressalta, no entanto, que a competitividade na indústria farmacêutica ainda é baixa e poderia ser mais bem explorada. “Apesar da nossa enorme biodiversidade, não temos legislação adequada para utilizá-la na fabricação de novos medicamentos”, diz Castro.

Portanto, o incentivo à produção de carros elétricos e híbridos e a implantação de postos para a recarga de baterias, assim como a criação de leis que facilitem o uso da biodiversidade brasileira pela indústria farmacêutica, são assuntos que merecem ser colocados em pauta. Isso porque, num futuro próximo, esses avanços poderão contribuir para que o Brasil conquiste ainda mais espaço em uma economia global cada vez mais integrada e sustentável.

Fonte: HSBC Commercial Banking

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Sete milhões de veículos elétricos foram vendidos em todo o mundo no primeiro semestre de 2013.

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